
Na noite passada, quando eu fui deitar, alguns fatos passaram subitamente pela minha cabeça. Tudo. Problemas, alegrias, decepções, novidades, tudo que me atingiu ultimamente, tanto de forma positiva quanto negativa. Me esforcei para pegar no sono, juro que me esforcei, simplesmente porque precisava dormir para poder trabalhar na manhã seguinte. Mas o esforço foi em vão. Quando percebi eram três horas da manhã e eu não tinha evoluido muito. Nem remédio, nem copo de leite, nem contar carneirinhos, nada teve o poder de me apagar. Então simplesmente aceitei o fato de passar a noite acordada e o fiz da maneira mais agradável possível. Assisti ao meu filme preferido, li o meu melhor livro e passei uma noite agradável, apesar de acordada. E mais, apliquei essa atitude na minha vida. Nem sempre as coisas saem como o planejado, aliás, na maioria das vezes, as coisas não saem como planejamos, e insistir e ir contra os fatos pode acarretar decepções e sofrimento. Às vezes a maneira mais simples e mais sábia, é usufruir do que se tem. Não tem nada a ver com conformismo. Tem mais a ver com perfeccionismo. Se for para ser, tem que ser completo, da melhor forma possível. Se eu não puder fazer da melhor forma possível, eu não faço, porque sei que vou me frustrar. Não posso fazer tudo, mas posso fazer alguma coisa. E, por não poder fazer tudo, faço o pouco que posso, mas faço bem feito. Claro que eu não estou falando da minha noite mal dormida, apesar de verídica, foi só uma metáfora.

Eu penso parecido. Seguir a corrente, haja o que houver, mesmo ocorrendo acidentes no percurso.
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